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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Saltimbanco


“Feixes de sentimento adentram a abóbora azul, iluminando o público e artistas. Na tão almejada hora, ele está pronto em meio ao picadeiro, o saltimbanco palpita, estremecendo a corda bamba. Sente em cada desequilíbrio o risco que se arrasta aos seus pés. Ao redor, só a vastidão, o equilíbrio quase inexiste.


Abaixo dele todos os desconcertos e incertezas emanam, atraindo-o como ímãs carrascos. Os laços entre os riscos indissolúveis, são gatinhos que mesmo sem jurar fidelidade conquistam com leveza. O que possuí um saltimbanco coração? Seus pés corajosos, a louca corda que se move ao bel-prazer, que garantias tens? Arrisca tua vida pobre artista, a troco de quê? Quem jurou-lhe atenção, carinho? Esse responde: 


-Sem juramentos, nem garantias, meu fluido vital é composto de incertezas e sensações, e me impulsiona na travessia dessa corda que enlaça, que afaga e ao mesmo tempo, desmantela e corrói. Meu compromisso é ser insistente, mesmo moribundo, devo equilibrar-me novamente. Respirar esperanças e flutuar em novos sonhos, enquanto as feridas cicatrizam. Minhas razões de viver são os sorrisos , os olhares cúmplices, os abraços apertados, capazes de derreter a mais gélida alma. Pergunto-te agora, e tu que garantias tens? Facilito tua reflexão, ninguém vive com a garantia de nada, tudo é volátil e frágil, como eu, todos equilibram-se em cordas bambas e algumas vezes caem. As quedas são normais, algumas... fatais. Porém o prazer passa pelo risco e só assim é pleno. 


Equilibre-se, arrisque-se e viva ! "



Texto da minha cara amiga Gelbcke ! ! ! ths !  

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